sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Uma estória que vale à pena ler !




PARA PENSAR E REFLETIR !
Um açougueiro estava em sua loja e ficou surpreso quando um cachorro entrou.

Ele espantou o cachorro, mas logo o cãozinho voltou. Novamente ele tentou espantá-lo, foi quando viu que o animal trazia um bilhete na boca.

Ele pegou o bilhete e leu: - 'Pode me mandar 12 salsichas e uma perna de carneiro, por favor. Assinado:'

Ele olhou e viu que dentro da boca do cachorro havia uma nota de 50 Reais.

Então ele pegou o dinheiro, separou as salsichas e a perna de carneiro,colocou numa embalagem plástica, junto com o troco, e pôs na boca do cachorro.

O açougueiro ficou impressionado e como já era mesmo hora de fechar o açougue, ele decidiu seguir o animal.

O cachorro desceu a rua, quando chegou ao cruzamento deixou a bolsa no chão, pulou e apertou o botão para fechar o sinal.
Esperou pacientemente com o saco na boca até que o sinal fechasse e ele pudesse atravessar a rua.

O açougueiro e o cão foram caminhando pela rua, até que o
cão parou em uma casa e pôs as compras na calçada. Então,
voltou um pouco, correu e se atirou contra a porta. Tornou a fazer isso.

Ninguém respondeu na casa.

Então, o cachorro circundou a casa, pulou um muro baixo, foi até a janela e começou a bater com a cabeça no vidro várias vezes.
Depois disso, caminhou de volta para a porta, e foi quando alguém abriu a porta e começou a bater no cachorro.

O açougueiro correu até esta pessoa e o impediu, dizendo:

-'Por Deus do céu, o que você está fazendo? O seu cão é
um gênio!'

A pessoa respondeu: - 'Um gênio? Esta já é a segunda vez esta semana que este estúpido ESQUECE a chave!!!'

Moral da História:

' Você pode continuar excedendo às expectativas, mas para os olhos de alguns, você estará sempre abaixo do esperado'

Qualquer um pode suportar a adversidade, mas se quiser testar o caráter de alguém, dê-lhe o poder.

Se algum dia alguém lhe disser que seu trabalho não é o de um profissional, lembre-se:
" Amadores construíram a Arca de Noé e profissionais, o Titanic.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

A NOVA MINORIA

MARTHA MEDEIROSA


É um grupo formado por poucos integrantes. Acredito que hoje estejam até em menor número do que a comunidade indígena, que se tornou minoria por força da dizimação de suas tribos. A minoria a que me refiro também está sendo exterminada do planeta, e pouca gente tem se dado conta. Me refiro aos sensatos.

A comunidade dos sensatos nunca se organizou formalmente. Seus antepassados acasalaram-se com insensatos, e geraram filhos e netos e bisnetos mistos, o que poderia ser considerada uma bem-vinda diversidade cultural, mas não resultou em grande coisa. Os seres mistos seguiram procriando com outros insensatos, até que a insensatez passou a ser o gene dominante da raça. Restaram poucos sensatos puros.

Reconhecê-los não é difícil. Eles costumam ser objetivos em suas conversas, dizendo claramente o que pensam e baseando seus argumentos no raro e desprestigiado bom senso. Analisam as situações por mais de um ângulo antes de se posicionarem. Tomam decisões justas, mesmo que para isso tenham que ferir suscetibilidades. Não se comovem com os exageros e delírios de seus pares, preferindo manter-se do lado da razão. Serão pessoas frias? É o que dizem deles, mas ninguém imagina como sofrem intimamente por não serem compreendidos.

O sensato age de forma óbvia. Ele conhece o caminho mais curto para fazer as coisas acontecerem, mas as coisas só acontecem quando há um empenho conjunto. Sozinho ele não pode fazer nada contra a avassaladora reação dos que, diferentemente dele, dedicam suas vidas a complicar tudo. Para a maioria, a simplicidade é sempre suspeita, vá entender.

O sensato obedece a regras ancestrais, como, por exemplo, dar valor ao que é emocional e desprezar o que é mesquinho. Ele não ocupa o tempo dos outros com fofocas maldosas e de origem incerta. Ele não concorda com muita coisa que lê e ouve por aí, mas nem por isso exercita o espírito de porco agredindo pessoas que não conhece. Se é impelido a se manifestar, defende sua posição com ideias, sem precisar usar o recurso da violência.

O sensato não considera careta cumprir as leis, é a parte facilitadora do cotidiano. A loucura dele é mais sofisticada, envolve rompimento com algumas convenções, sim, mas convenções particulares, que não afetam a vida pública. O sensato está longe de ser um certinho. Ele tem personalidade, e se as coisas funcionam pra ele, é porque ele tem foco e não se desperdiça, utiliza seu potencial em busca de eficácia, em vez de gastar sua energia com teatralizações que dão em nada.

O sensato privilegia tudo o que possui conteúdo, pois está de acordo com a máxima que diz que mais grave do que ter uma vida curta é ter uma vida pequena. Sendo assim, ele faz valer o seu tempo. Reconhece que o Big Brother é um passatempo curioso, por exemplo, mas não tem estômago para aquela sequência de conversas inaproveitáveis. É o vazio da banalidade passando de geração para geração.

Ouvi de um sensato, dia desses: “Perdi minha turma. Eu convivia com pessoas criativas, que falavam a minha língua, que prezavam a liberdade, pessoas antenadas que não perdiam tempo com mediocridades. A gente se dispersou”. Ele parecia um índio.

Mesmo com poucas chances de sobrevivência, que se morra em combate. Sensatos, resistam.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Indenização por lesão trabalhista - Doença ocupacional e nexo causal

O nexo de causalidade relaciona-se com o vínculo entre a conduta ilícita e o dano, ou seja, o dano deve decorrer diretamente da conduta ilícita praticada pelo indivíduo, sendo pois conseqüência única e exclusiva dessa conduta.
O nexo causal é elemento necessário para se configurar a responsabilidade civil do agente causador do dano.( http://www.jurisway.org.br/v2/pergunta.asp?idmodelo=6463)

Decisão unânime dos ministros do Tribunal Superior do Trabalho (TST) abre um precedente importante para pessoas que adquiriram doenças decorrentes da profissão e se tornaram incapazes de voltar às atividades. Uma bancária com Lesão por Esforço Repetitivo (LER) que trabalhou 23 anos vai receber, de seu banco, R$ 350 mil a título de dano material. Os ministros acataram preceito do Artigo 950 do Código Civil Brasileiro, que determina pagamento de pensão vitalícia calculada segundo a importância do trabalho.

Diretor da Secretaria Geral de Saúde do Sindicato dos Bancários do Rio, Gilberto Leal dos Santos Júnior afirma que a decisão é muito importante para a categoria, que tem grande incidência de LER e nem sempre conta com a legislação a seu favor. Ele explica que, no Rio, dos 30 mil bancários, 3.500 já adquiriram doenças do trabalho incapacitantes: “Pelo menos 10% sofrem com esse problema de doenças do trabalho. O INSS tem um cadastro das doenças por profissão. Entre os bancários, a tenossinovite e a tendinite são reconhecidamente profissionais. O INSS deve conceder auxílio-acidentário, o que nem sempre faz. É incompreensível, porque o auxílio-doença é mais caro que o acidentário”.

Quando o auxílio é acidentário, o INSS pode recorrer judicialmente em ações regressivas e cobrar das empresas o valor relativo ao funcionário incapacitado, que custeia o afastamento. Vantagem também para o segurado, que, ao retornar ao trabalho, tem estabilidade de um ano. Quando é auxílio-doença, a estabilidade é de seis meses. “Só as empresas ganham, porque não são cobradas. O trabalhador, ao se afastar, entra em um corredor e, certamente, será demitido. Juridicamente, as coisas vão se tornar muito mais fáceis.”, diz.

Sem auxílio, profissional é readmitida

Outra decisão do TST garante que , mesmo sem receber o auxílio-doença, empregado com doença profissional não pode perder o direito à estabilidade provisória. A empresa recorreu da ação movida por sua funcionária, mas os ministros não acataram os argumentos, justificando que havia relação entre a doença profissional e as tarefas que ela desempenhava. E com o agravante de a doença ter piorado progressivamente.

O Tribunal proibiu a empresa de demitir a funcionária, que já não apresentava rendimento por conta da doença profissional. Além disso, a empresa não emitiu a CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho), que daria a ela o auxílio. (http://odia.terra.com.br/portal/economia/html/2010/1/indenizacao_por_lesao_trabalhista_58616.html)

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

INSEGURANÇA AMBIENTAL

Fonte: Jornal Zero Hora

A repetição neste início de ano, em diferentes cidades do Sudeste, de uma tragédia semelhante à registrada no final de 2008 e início de 2009 em municípios de Santa Catarina volta a chamar a atenção para a falta de preocupação do poder público em proporcionar segurança ambiental e para a importância de a sociedade se mostrar mais responsável com a preservação da natureza. O aspecto inaceitável é que, quando sucede e mesmo se repete, apenas mudando de lugar, esse tipo de ocorrência costuma ser atribuído comodamente ao excesso de chuva, quando há outras razões igualmente fortes que na maioria das vezes poderiam ser evitadas. O melhor que o poder público poderia fazer em respeito às dezenas de vítimas deste início de ano é reforçar as ações de caráter preventivo e equipar-se melhor para enfrentar situações que, embora se repitam com regularidade, costumam sempre ser recebidas com surpresa.

No caso específico do Rio de Janeiro, particularmente o de Angra dos Reis, as razões estão no que a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva define como “mortífero tripé”: além das chuvas, que embora intensas são previsíveis, há causas igualmente ou ainda mais fortes como a instabilidade das encostas e a falta de providências por parte dos governantes para impedir e remover construções em áreas inadequadas. Assim como ocorreu em Santa Catarina, também no Rio de Janeiro, onde as chuvas provocaram um número ainda desconhecido de vítimas, os deslizamentos reavivaram os debates sobre a necessidade de uma revisão nas políticas de ocupação do solo. A questão é que, passado o impacto inicial, provocado pelo choque das mortes e de feridos, o assunto costuma cair no esquecimento. O resultado dessa atitude de leniência é que a ocupação de risco se mantém e até se amplia, reforçando a possibilidade de novas ocorrências.

O registro continuado de catástrofes provocadas por fenômenos naturais atesta que o Brasil não está devidamente preparado para enfrentá-las, tanto de forma preventiva quanto no momento de prestar socorro às vítimas. O Brasil é o país com maior número de pessoas afetadas por chuvas e enchentes no Hemisfério Sul e, mesmo assim, um reduzido número de cidades dispõe de uma Defesa Civil municipal. Além disso, por razões que vão do excesso de exigências ou de burocracia a um jogo de interesses pouco claros, nem sempre a população pode confiar incondicionalmente nas instituições encarregadas da prevenção ambiental.

O Brasil que pretende se firmar como potência econômica não pode continuar convivendo com situações de precariedade em áreas como a social e a ecológica. É importante que governantes, com o apoio de toda a sociedade, se unam para enfrentar essas questões, evitando contribuir de qualquer forma para dar margem a tragédias previsíveis, como é o caso das ocupações em áreas de risco.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Sem honestidade a sociedade não sobrevive

Fonte: Jornal Mundo jovem


http://www.mundojovem.pucrs.br/entrevista-09-2009.php

“De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça; de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto”. A advertência de Rui Barbosa (1849-1923) parece muito atual, e o risco é o descrédito com a política, as instituições e os valores. Na contramão dessa desconfiança, o professor José Luiz Quadros de Magalhães, propõe um resgate dos valores, como a honestidade, através do diálogo e do cuidado com as escolhas que fazemos na vida.”

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Governo de São Paulo quer oferecer até 5 mil empregos a ex-detentos



Fonte: Jornal o Dia


Eu, particularmente penso que é uma medida sócio-educativa e de inserção magnífica, mas paralelamente devem ser colocadas equipes multidisciplinares ( parcerias com ONG´S, profissionais voluntários ou mesmo contratados para este fim) apoiando e se preocupando com o dia a dia deste público, traçando objetivos, acompanhando e avaliando as necessidades individuais. Somente a capacitação e a oportunidade, sem o apoio ou o acolhimento psicoemocional pode deixar uma lacuna e uma brecha para o “acaso”.



http://odia.terra.com.br/portal/brasil/html/2009/12/governo_de_sao_paulo_quer_oferecer_ate_5_mil_empregos_a_ex_detentos_53027.html

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

O PAÍS DA PIADA PRONTA




O PAÍS DA PIADA PRONTA

Fonte: http://www.capitalgaucha.com.br/frameset/indexeditorialterca.htm


O episódio envolvendo o ator norte-americano Robin Willians é apenas mais uma polêmica que ataca a nossa nacionalidade, nosso orgulho enquanto brasileiros. Contudo, por mais que as declarações do comediante possam ser entendidas como depreciativas, nós somos os que mais nos colocamos para baixo, nos mais diversos setores da sociedade.
Em entrevista num dos programas mais populares dos Estados Unidos, o Late Show, de David Letterman, Robin Williams fez piada com a escolha do Rio para sede das Olimpíadas. Ele lamentou que a participação da apresentadora Oprah Winfrey e da primeira-dama, Michelle Obama, não tenha ajudado Chicago na escolha da sede. “Espero que ela (Oprah) não esteja chateada. Chicago enviou a Oprah e a Michelle. O Brasil mandou 50 strippers e meio quilo de pó. Não foi uma competição justa”, disse.
Numa primeira análise, nosso orgulho deveria ficar ferido pela piada feita em cadeia nacional norte-americana. mas, apesar disso, porque um ator estrangeiro deveria nos respeitar enquanto nação se nós mesmos não fazemos isso.
A Copa e as Olimpíadas estão aí, são uma realidade. Em dois anos, a cidade do Rio de Janeiro vai receber os dois eventos mais importantes de todo mundo e, mesmo assim, o conflito tráfico x poder público está muito longe de acabar.
Por outro lado, enquanto o Rio de Janeiro, uma cidade já conhecida mundialmente pelo seu potencial turístico, vai receber investimentos da ordem dos bilhões de reais, o resto do país vai continuar "chupando o dedo".
Enquanto isso, gravações feitas por Durval Batista desnudam as relações políticas no distrito Federal. No Rio Grande do Sul, uma CPI, prejudicada pelos próprios parlamentares, tenta avaliar se existe ou não corrupção no executivo estadual.
No Maranhão, a Fundação Sarney, de um ex-presidente da república, é apontada por estar envolvida em desvio de dinheiro público. No Espírito Santo, os níveis de corrupção dentro do Poder Público são mundialmente conhecidos e concorrem de perto com a Colômbia nos seus "melhores dias".
Tudo isso é apenas uma pequena fração do que poderia ser citado aqui. Assim, como é que uma pessoa em sã consciência pode ficar irritada com o Robin Willians? Ou com o jogador francês Henry, que afirmou, durante a Copa da França, que jogar contra o brasil é injusto, afinal, os nossos jogadores não "precisam treinar e estudar"?
O Brasil é uma farsa, é um arremedo de democracia. E, por mais que eu ame esse país, fica difícil defender a nossa imagem quando nós mesmos somos especialistas em "queimar o filme".